terça-feira, 23 de setembro de 2008

FLAGRANTES DELITOS - 2ª QUINZENA DE SETEMBRO

Caros Amigos e Leitores,
Iniciada uma nova etapa do ano civil, tradicionalmente apelidada de rentrée (expressão a que não resisto, pese embora seja um lugar comum), voltamos ao vosso convívio com diversas novidades, sendo uma delas, o lançamento para muito em breve de novos projectos editoriais na área do jornalismo regional, sendo um deles sediado na Freguesia do Samouco, Concelho de Alcochete, em breve daremos nota dos desenvolvimentos.
Para assinalar a nova época jornalistica, optou-se por dar a conhecer aos leitores deste espaço a mais recente coluna assegurada pela autora destas páginas, no Jornal ZONA RURAL, do qual asseguramos a direcção, assim, aqui fica a crónica FLAGRANTES DELITOS, esperamos que seja do vosso agrado, aguardam-se comentários, opiniões e , porque não, sugestões. Bom regresso ao trabalho!
Flagrantes Delitos:
Mais uma quinzena se passou, e pese embora as acesas discussões públicas, e as ostensivas críticas à falta de segurança generalizada e à onda de violência que continua a assolar Portugal, as quais já se atribuem, pelo menos em parte, à brandura excessiva de alguns aspectos da revisão do Código de Processo Penal, a qual completou, entretanto, o seu primeiro ano de vigência, a verdade é que “palavras leva-as o vento!”, e salvo o devido respeito que merece o Senhor Professor Rui Pereira, eminente Jurista, e actual Ministro da Administração Interna, há que dar a conhecer ao Poder em Exercício que não se trata de um problema pontual, e que terão forçosamente de ser reforçadas as medidas legais adequadas a fazer regredir os níveis de criminalidade violenta e altamente organizada que alastram pelo pais, bem como as medidas genéricas tendentes a garantir eficazmente a segurança de pessoas e bens.
Neste momento em que teve início mais um ano judicial, é nítida a agitação e debate público, por parte dos diversos operadores judiciários ( magistrados, autoridades policiais, funcionários judiciais, advogados) analisando a questão sob uma perspectiva de administração da justiça, ora, ninguém melhor do que quem anda “no terreno” para melhor entender as falhas do sistema penal Português, as quais devem ser seriamente repensadas e corrigidas.
Outra sugestão prende-se com o reforço de medidas de segurança como videovigilância em recintos de acesso ao público e mesmo no interior de estabelecimentos públicos e privados, bem como na implementação alargada de policiamento permanente em locais sensíveis, designadamente nos grandes centros urbanos, mas que se dê margem de liberdade de actuação às autoridades, para que ao julgar estas na praça pública, não se dê força ao sentimento crescente de impunidade e facilitismo perante a lei, que mais agrava o actual contexto, veja-se a título ilustrativo, pela negativa, a polémica que rodeou a actuação dos GOE no Assalto a uma instituição bancária em Campolide.
Designadamente, e apenas a título de exemplo, nem todos os Tribunais ou escolas estão minimamente dotados de garantias e medidas de segurança como vigilância em video, formalismos para identificação de todos os utentes que acedam aos espaços em questão, isto num momento em que se investe fortemente na informatização e gradual acesso à tecnologia na Justiça e na educação, com a distribuição de computadores a crianças de tenra idade…haverá que repensar e redefinir prioridades…
Curioso e, diria mesmo, algo caricato foi observar, em plena quarta feira ( dia 17 de Setembro de 2008), o Parque de estacionamento do Tribunal do Montijo vedado aos utentes, através do recurso a fitas de segurança da Policia de Segurança Pública, com um efectivo destacado para o local, porque iriam decorrer filmagens, quando o aludido Tribunal se mostra destituído de quaisquer meios de garantia da segurança e e integridade física de todos quantos ali trabalham ou ao mesmo se deslocam, enquanto utentes!
E hoje ficamos por aqui!
Isabel de Almeida

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

PROCISSÃO SOLENE EM HONRA DE NOSSA SENHORA DO CARMO - SAMOUCO 2008
































Texto: Isabel de Almeida
Fotos: Esmeralda Boieiro / Isabel de Almeida
No passado Domingo, dia 13 de Julho de 2008, pelas 18 horas, decorreu a tradicional e Solene Procissão em Honra de Nossa Senhora do Carmo, que percorreu, como é habitual, as ruas da Vila do Samouco. Note-se que este ano a procissão pautou-se por uma das melhores organizações dos últimos anos. Contou com a colaboração da Banda do Samouco, da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense e da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários do Montijo.
No momento em que a Procissão iniciou o regresso ao templo ( Igreja de S. Bráz ), no Adro da Igreja, Fernanda Vila Cova, membro da Associação de Festas do Samouco, fadista e coralista do Grupo Coral da S.F.P.L.S. interpretou para todos os presentes o Cântico religioso Nossa Senhora do Carmo, este tema é habitualmente interpretado no decurso da Eucaristia em Honra de Nossa Senhora do Carmo que se realiza anualmente em cada dia 16 de Julho, dia alusivo à mesma.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

CORTEJO MARIALVA NAS FESTAS DO SAMOUCO!




Texto e Fotos: Isabel de Almeida
No segundo dia das Festas Populares do Samouco em Honra de Nossa Senhora do Carmo - 2008 - as Ruas da Vila encheram-se da alegria e do brio próprios da arte equestre, no momento em que decorria, pelas 18:00, do dia 12 de Julho de 2008, o Cortejo Marialva. Esta iniciativa teve o apoio da Associação Equestre de Alcochete.


sexta-feira, 11 de julho de 2008

VILA DO SAMOUCO EM INÍCIO DE FESTA!




















Texto e Fotos : Isabel de Almeida
Foto da actuação da Banda e do Grupo Coral da S.F.P.L.S. : Esmeralda Boieiro

Sexta-Feira, 11 de Julho de 2008, tiveram início as Festas Populares da Vila do Samouco, Concelho de Alcochetecelebradas em Honra de Nossa Senhora do Carmo.
As Festas do Samouco tiveram o seu arranque oficial com a recepção às entidades oficiais, em frente à Junta de Freguesia, perto da estátua do Cavador, por volta das 19:00horas. Presentes diversas individualidades: Dr. Luís Miguel Franco - Presidente da Câmara Municipal de Alcochete; Miguel Boieiro - Presidente da Assembleia Municipal de Alcochete; Estevão Boieiro- Presidente da Junta de Freguesia de Alcochete; António Almeirim - Presidente da Junta de Freguesia do Samouco; Directores das diversas Colectividades do Samouco; toda a equipa da Associação de Festas Populares do Samouco, presidida por Paulo Cardoso.
A cerimónia de abertura oficial das Festas teve lugar junto da Rotunda “Gertrudes D´Almeida“, à entrada da Vila, e foi assinalada com o solene hastear de bandeiras, tendo sido também promovida uma solta de Pombos (com o apoio da Sociedade Columbófila do Samouco),abrilhantada pela Banda da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense, e pela fanfarra dos Bombeiros Voluntários do Montijo.
O programa do primeiro dia de festa incluiu iniciativas e espectáculos diversificados. Assim, pelas 20:30 minutos foi inaugurada no Salão Nobre da Junta de Freguesia a exposição “Artistas da Nossa Terra”.
Cerca das 21:40 teve início o Concerto da Banda da S.F.P.L.S. no Coreto do Samouco, com a direcção a cargo do Maestro Sérgio Oliveira. Junto do Coreto, o Grupo Coral daquela Colectividade, dirigido pela Maestrina Gisela Sequeira, brindou, também, todos os presentes com uma actuação que incluiu os temas “Alecrim”, “Tourdion” e “Rapsódia a Lisboa”.
Cerca das 23 horas, teve lugar a um espectáculo destinado a agradar aos residentes e visitantes mais jovens, tratou-se da actuação do Grupo de Hip/Hop/Rap COMPLEXO SUBMUNDO e convidados. Seguiu-se a actuação do grupo P´LAGUITA.
A noite prosseguiu com a realização da 1ª Largada de Touros, na Rua Rui de Sousa Vinagre, pela 01h00, a animação prolongou-se madrugada fora.

sábado, 5 de julho de 2008

ASSOCIAÇÃO DAS FESTAS POPULARES DO SAMOUCO ( A.F.P.S.)- EM ENTREVISTA



TEXTO E FOTO: Isabel de Almeida - Directora do Jornal ZONA RURAL


No Passado Domingo, dia 29 de Junho de 2008, a Directora do ZONA RURAL esteve à conversa com a Associação das Festas Populares do Samouco, no magnífico cenário da Praia daquela freguesia do Concelho de Alcochete, a propósito da próxima realização das Festas Populares do Samouco em Honra de N.ª Senhora do Carmo. Aqui fica a entrevista que decorreu em tom bastante descontraído.

ZONA RURAL: Quando assumiram funções?

A.F.P.S.:
Tomámos posse no final de Janeiro de 2008.

Z.R.: Qual é o vosso principal receio, no exercício das vossas funções?

A.F.P.S.:
O nosso receio, é não conseguirmos concretizar o desejado pela População do Samouco, ou seja, que as festas decorram com sucesso.

Z.R.: O que vos motiva a trabalhar neste projecto?

A.F.P.S.:
A nossa motivação é irmos conseguindo ultrapassar os entraves que se nos vão colocando nesta tarefa. Também é motivador existir união entre os membros da Associação, pois só com união se consegue levar o barco a bom porto.

Z.R.: Quais são as maiores dificuldades que encontram?

A.F.P.S.:
As maiores dificuldades que temos de enfrentar nesta missão são, por um lado, as questões burocráticas, e por outro as críticas negativas ao nosso trabalho, que sempre vão sendo feitas. Contudo, também há quem nos ajude, há também um forte incentivo por parte da população. Existem também apoios ao nível autárquico, nomeadamente, da parte da Câmara Municipal de Alcochete e da Junta de Freguesia do Samouco.

Z.R.: Exercendo estas funções, muitas vezes prejudicam as vossas vidas pessoais, acham que a maioria das pessoas tem consciência desse facto?

A.F.P.S.:
É verdade que por vezes se nos exige um enorme sacrifício, às vezes prejudicamos a nossa vida particular em prol das festas, mas acreditamos que a maioria da população do Samouco tem essa noção, apesar de surgirem sempre algumas vozes críticas.

Z.R.: De todas as actividades inseridas na programação das festas , quais delas costumam obter maior adesão por parte do público?

A.F.P.S.:
Pensamos que são os diferentes espectáculos. Temos a preocupação de, durante os cinco dias das festas, proporcionar espectáculos que são dedicados a diversas faixas etárias. Temos conseguido isso, apesar de serem fracos os recursos financeiros ao dispor da nossa Associação.

Z.R.: A crise financeira fez-se sentir na recolha de fundos para a realização das Festas Populares do Samouco?

A.F.P.S.:
Sim, sentiu-se a crise durante a realização do peditório realizado à população, as pessoas dão sempre qualquer coisa, dentro das suas possibilidades. Mas nota-se também que os preços devidos pela contratação de espectáculos subiu, e isto notou-se tanto na parte artística como na vertente tauromáquica (largadas de touros). Por tudo isto, queremos reforçar que isso só foi conseguido com a ajuda de pessoas que colaboraram nas actividades, e gostaríamos de aproveitar esta oportunidade para deixar o nosso público agradecimento a todos quantos contribuíram, ou de alguma forma, ajudaram nas actividades que realizámos para reunir fundos. Por exemplo, na noite de fados temos a agradecer aos artistas de Alcochete e Montijo que se disponibilizaram para actuar. O nosso agradecimento também a Gisela Duarte, que animou o Baile dos Santos Populares.
O nosso lema é também o seguinte: “ Por trás de uma grande Comissão está sempre uma grande População!”

Z.R.: Quantos elementos compõem actualmente a vossa Associação?

A.F.P.S.:
Neste momento, a Associação conta com 13 elementos fixos, e ainda com os apoios de Pedro Fortes, Daniel Filipe e Germano, e também adoptámos uma Mascote o cão “Branquinho” .

Z.R.: Gostariam de deixar uma mensagem final?

A.F.P.S.:
Numa palavra final, gostaríamos de agradecer o apoio da população do Samouco para, mais uma vez, ter sido possível proporcionar a realização das festas populares do Samouco, que vai continuar, como sempre, a receber os forasteiros de braços abertos, com a habitual hospitalidade. Assim, convidamos todos a aparecer, entre os dias 11 e 15 de Julho de 2008, porque vale a pena! Queremos ainda referir que as festas são da população e não da Associação.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

RECORDANDO ORIANA FALLACI, UM MITO DO JORNALISMO!



Texto: Isabel de Almeida
Foto: Pesquisada em http://www.google.com, da autoria de Oliviero Toscani, trata-se também de foto inserida na edição Portuguesa de " A Raiva e o Orgulho", obra de Oriana Fallaci editada em Portugal pela Difel - Difusão Editorial, S.A.


Porque este se trata de um espaço de debate de ideias, de informação, cultura, e com o inevitável cunho pessoal da administradora da Página, decidi fazer publicar neste blog um texto que inicialmente criei e editei em 23 de Setembro de 2006, no blog http://cerejafalante.blogspot.com/, por ocasião do falecimento de um dos verdadeiros mitos do Jornalismo e Literatura Internacionais. Trata-te de um tributo a Oriana Fallaci, jornalista e escritora Italiana, natural daquela que considero a mais bela cidade do Mundo - Florença - figura polémica, a suscitar ódios e paixões, e uma forte crítica do extremismo Islâmico.


Neste blog, de caracter assumidamente informativo e formativo, para fazer relembrar a mulher e a obra a todos quanto a conhecem, ou ainda para dar a conhecer as mesmas a quem ainda não reúne essas condições, aqui fica o texto denominado TRIBUTO A ORIANA FALLACI ( 1929-2006), não só porque Oriana é uma das figuras do jornalismo que mais admiro, mas também porque me parece um bom tema para celebrar com os leitores o número de cem visitantes, aos quais deixo os meus sinceros agradecimentos e o convite a regressar à página.


Desde já informo que se avizinham novidades informativas neste espaço, o qual tem andado mais parado devido a inúmeros afazeres e projectos da autora, que promete, em breve, compensar tal hiato informativo e criativo. Aqui fica, pois, o texto original, tal como foi publicado no blog acima referido:



" Penso que neste momento, e pese embora a juventude deste “ espaço de ideias”, os leitores já não desconhecem que o jornalismo é uma das paixões da minha existência.Durante alguns anos tive o prazer de exercer essa paixão nas páginas da imprensa regional, e sendo a escrita um impulso e uma necessidade, é este facto a força motriz destas páginas virtuais…Ora, desde já, assumo publicamente a admiração que nutro por todos aqueles que ,com coragem, se destacam na área dos meios de comunicação social (com especial preferência pela imprensa escrita), que por vezes sujeitando-se ao julgamento público ( tantas vezes injustamente implacável) não hesitam sequer um momento ao transpor para o papel o que sentem e pensam, não receiam agitar consciências e denunciar o que está errado !Assim, parece-me mais do que oportuno e justo deixar aqui o meu modesto tributo a uma das figuras mais relevantes e polémicas do jornalismo internacional, e que se destacou também como escritora. Refiro-me à jornalista Italiana Oriana Fallaci.Oriana nasceu em Florença a 29 de Julho de 1929, e veio a falecer naquela mesma cidade a 15 de Setembro de 2006, numa clínica privada, vitimada por um Cancro que já há alguns anos a vinha atormentando.Polémica, corajosa e temperamental, ficou famosa nomeadamente por entrevistar personalidades tão dispares e controversas como Ayatollah Khomeini, Yasser Arafat ou Henry Kissinger.Viria a apaixonar-se por um activista politico Grego – Alekos Panagoulis – o que mais uma vez comprova a sua audácia. Esta relação amorosa inspirou as suas obras : “ Lettera a un bambino mai nato “ – 1975 – e “ Un Uomo “ – 1979.Forte crítica do terror Islâmico e condenando o papel secundário, submisso e indigno que aquela religião atribui às mulheres, Oriana Fallaci voltou mais recentemente a fazer ouvir a sua voz, através de um artigo publicado a propósito dos atentados de 11 de Setembro de 2001, os quais vivenciou em Manhatan, onde residia. Este mesmo artigo deu origem ao livro “ A Raiva e o Orgulho”, no qual critica ferozmente o terrorismo Islâmico e todos aqueles que, por mera opinião até, o defendem ou aceitam.Em 2004, dando continuidade ao raciocínio da obra anteriormente citada, publicou “ A Força da Razão.”Oriana trabalhava de forma lenta e obsessiva, tendo como único vício o tabaco.Para concluir este tributo, nada melhor do que um excerto do seu livro “ A Raiva e o Orgulho” , bem elucidativo da sua perspectiva sobre o papel da mulher no mundo Islâmico: “ Nunca esquecerei do que me aconteceu na embaixada iraniana de Roma, quando pedi o visto para me deslocar a Teerão para uma entrevista a Khomeini e me apresentei com as unhas pintadas de vermelho. Para eles, era um sinal de imoralidade ou, melhor, um crime tal que, por causa disso, nos países mais fundamentalistas cortam os dedos. Com voz dura como chicote dois barbudos intimaram-me a tirar imediatamente aquele vermelho e, se eu não lhes tivesse berrado o que gostaria de lhes tirar, ou melhor, de lhes cortar, ter-me-iam decepado os dedos no meu país.”[1] In, Fallaci, Oriana – A Raiva e o Orgulho – página 99 - Difel – Difusão Editorial S.A. Setembro de 2002."

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Dia 14 de Junho de 2008 - 22 Horas - Baile dos Santos Populares Organizado pela Associação de Festas Populares do Samouco.

Caros Leitores e amigos,

No próximo dia 14 de Junho de 2008, pelas 22 horas, decorrerá no Ringue da Escola Primária do Samouco um Baile dos Santos Populares.
Trata-se de uma louvável iniciativa cultural levada a cabo pela Associação das Festas Populares do Samouco, tendo por objectivo angariar fundos para a realização das festas desta freguesia do Concelho de Alcochete.
A entrada é livre, não deixe de comparecer, divertir-se, e dar o seu contributo!
Texto: Isabel de Almeida * Imagem/Cartaz: Associação de Festas Populares do Samouco

domingo, 20 de abril de 2008

QUANDO A CULTURA ACONTECE !



Texto e Fotos: Isabel de Almeida

Dia 19 de Abril de 2008, pelas 18: 00horas, decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal do Pinhal Novo o II Encontro de Grupos Corais.
O público presente foi brindado com a actuação de três grupos Corais, designadamente, e por ordem de entrada em palco: Grupo Coral da Sociedade Filarmónica de Progresso e Labor Samouquense - dirigido pela Maestrina Gisela dos Santos Sequeira; Grupo Coral da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense - Dirigido pelo Maestro Rui Sá Sequeira; e Grupo Coral da Sociedade Filarmónica União Agrícola de Pinhal Novo - Dirigido pelo Maestro Paulo Fernando Duarte.
Cabe evidenciar que se tratou de uma ocasião particularmente especial para o jovem Grupo Coral da Sociedade Filarmónica de Progresso e Labor Samouquense, visto que,levou a efeito a sua primeira actuação fora da sede da respectiva Colectividade, na freguesia do Samouco, Concelho de Alcochete, constituindo tal facto um marco na sua história, e revelando a nítida evolução e trabalho de todos os Coralistas.
Estão de parabéns todos os Grupos, nas pessoas dos Coralistas e Maestros. Trata-se de um bom exemplo cultural, a seguir, e que revela a extrema importância do Associativismo no nosso País, que vai mantendo vivas as tradições tendo por base a dedicação de todos os seus participantes, movidos pela paixão à música, e ao canto, neste caso em especial.
Num país como Portugal,onde os níveis de audiências das estações televisivas aumentam durante a transmissão de eventos desportivos, reality shows e telenovelas (de produção nacional e/ou estrangeira), é uma enorme satisfação presenciar iniciativas do género da acima descrita.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

EBULIÇÕES E REVOLUÇÕES!


Num momento simbólico, em que, um pouco por todo o país, com mais ou menos pompa e circunstância, vamos assistir às comemorações do 34º aniversário da Revolução de Abril, é com algumas reticências que a grande maioria dos Portugueses aguarda por um futuro, que ao menos, se preveja risonho.
Abril não está morto no coração de cada democrata, mas apenas de quem é democrata de corpo e alma, é inegável que Portugal atravessa uma crise económica, senão a mais grave dos últimos tempos, pelo menos, uma das mais graves!
Não adianta vir apregoar uma alegada Retoma, quando aquilo a que se assiste, fora dos discursos dos políticos é assustador.
Muitos Portugueses estão sem poder de compra, as pequenas e médias empresas são as mais sacrificadas em termos fiscais, e também quanto a exigências de cumprimento de procedimentos de ordem técnica que, em nome da verdade, os cidadãos das gerações anteriores à de Abril não dominam na perfeição e chegam até a encarar com um certo receio.
Convenhamos que a Internet é um instrumento fabuloso e imprescindível à maioria das profissões, mas se nos lembrarmos que “ Roma e Pavia não se Fizeram num dia”, diríamos que é idealista, utópico e até mesmo, porque não dizê-lo, algo megalómano, acreditar que é possível que as pequenas e médias empresas, e até o comum dos cidadãos particulares tenha computador, conhecimentos informáticos básicos, e ligação à Internet.
Exigir inovações tecnológicas repentinas numa sociedade tradicionalista como a nossa, sem dar o devido tempo e meios de formação prévia e preparar um caos anunciado. O grande exemplo é a justiça, que já iniciou, e vai ainda agravar o seu “Estado de Citius”, porque a desmaterialização de processos em Tribunal não pode ser pretendida dum dia para o outro, nem se pode impor aos operadores judiciários que, por artes de magia, dum dia para o outro, e muitas vezes sem formação , aprendam a lidar com as novas funcionalidades do sistema de informatização global da justiça.
A realidade é bem outra, a informática é mais um mito em termos de sistema judicial, porque o que vemos nos nossos Tribunais, pelo menos nos mais antigos, são péssimas condições de trabalho, funcionários trabalhando por entre pilhas de papel, em espaços exíguos, interrogatórios a arguidos, na fase do segredo de justiça, realizados em recantos, quase lado a lado com os intervenientes do processo do vizinho do lado.
O desrespeito pelos Direitos humanos dos cidadãos, algemados de forma a que, nem que tenham de esperar horas para serem presentes a tribunal, não se confere sequer uma posição digna para estarem sentados, mas, ironia das ironias, depois de tanto espectáculo, são postos em liberdade a aguardar o resto do processo sem que se desça ao fundo da questão, ao porquê social do sucedido, e às formas de minorar ou tentar corrigir o factor motivante de tais comportamentos ilegais.
A Economia, está em polvorosa, chegámos ao ponto de, pessoas que, em regra, e por inerência de funções se mantinham discretas, não conseguirem calar mais a revolta denunciando o óbvio para uns (muitos) e impossível para outros (poucos), a Juiz do Tribunal de Comercio de Lisboa - Dra. Maria José Costeira - resumiu de forma brilhante o estado da economia nacional, dizendo, em suma, que se fosse estrangeira não investiria em Portugal.
A Politica continua também descaracterizada, cada vez mais suscitando indiferença e descrédito dos cidadãos, o que fica patente nas taxas elevadas de abstenção sempre que vamos a votos.
Em vez de se edificar, e de moralizar, os nossos dirigentes continuam a trocar “mimos” entre si, à laia de combate entre Gladiadores Romanos adaptado aos novos tempos, sem que sejam pensadas soluções reais, praticáveis e efectivas para os problemas do pais.
Permite-se, impunemente, a pessoas como o Dr. Alberto João Jardim, que hostilize frontalmente a imprensa, impedindo, contra a lei, profissionais de exercerem o legitimo direito a informar. É-lhe também permitido tecer críticas e dirigir comentários depreciativos a eito, como se, dono de um estatuto especial, de imunidade, tudo possa dizer, porque até é engraçado!
Ou seja, temos cidadãos acima do bem e do mal e, inclusive, acima da lei, enquanto outros sofrem arduamente por erros que, bem analisados, nem são assim tão graves!
As públicas virtudes abafam os vícios privados, mas a classe média vive endividada, recorrendo a créditos para pagar créditos, num claro sinal vermelho para a nossa economia. O Desemprego, se concluem que diminui, a ser verdade tecnicamente, deve-se apenas à enorme adesão a trabalhos precários, pois, muitos jovens Licenciados não têm outra solução para início de vida, daqui decorre, porém, que a invocada descida da taxa de desemprego é uma falsa questão, uma mera falácia.
Depois, atribuem-se prestações sociais a quem, manifestamente, já se habituou a delas viver, sem produzir nem se esforçar minimamente para o fazer.
Na imprensa, continuam a existir laços fortes entre o jornalismo e a politica, e não podemos dizer que o nosso pais seja , em pleno, um estado de Direito Democrático, porque se a uns tudo é permitido, há outros que são punidos exemplarmente em algo muito semelhante à censura.
Abril está, contudo, vivo, nos corações de muitos que o viveram, e que julgaram que a ambicionada liberdade seria perfeita, mas a verdade é que , também vários excessos têm sido permitidos pela democracia, a liberdade, também ela tão propícia a posições extremas como a ditadura, vem produzindo novos e graves problemas sociais, como os alarmantes índices de criminalidade violenta em Portugal. Os testemunhos recolhidos de quem viveu na época levam-nos a concluir que a liberdade foi mal aproveitada. Sendo a autora destas linhas sensivelmente da mesma idade da revolução, tudo o que sabe, vem da cultura geral, da formação académica e também do conhecimento que se colhe ao ouvir os relatos de quem viveu de perto tão relevante acontecimento histórico. Mas tenhamos consciência de que, nem tudo mudou para melhor, pelo menos no estado actual, ou seja, abusos cometem-se em quaisquer regimes políticos, em quaisquer períodos históricos.
O descontentamento generalizado da população está à vista com manifestações, primeiro dos grandes indícios de que algo está errado.
Para concluir, resta-me sugerir, passe a ironia, que talvez alguns já pensem se não seria necessária uma revolução, desta feita de rosas brancas, símbolo da pureza, podia ser que resultasse melhor! Quem sabe?!


Texto e Foto: Isabel de Almeida